Um borrão vermelho tomou conta dos seus olhos. Uma dor aguda atravessou sua cabeça, indo da nuca até a testa. O que pode ser isso? Ele pensou. Respingos gelados batem no seu rosto, como se fossem pequenos tapas. “Alguém está querendo me acordar” – ele voltou a pensar. Ele abre os olhos. A imagem lhe aparece embaçada. A luz do sol ofusca e os pingos d’água dificultam ainda mais manter os olhos abertos. Ele cobre os olhos com as mãos e ergue a cabeça com alguma dificuldade. “Cadê o meu quarto, a minha cama?” Filetes de grama cutucam o seu ouvido. Aos poucos o borrão vai tomando forma e ele percebe que está caído num jardim. Ele ergue o corpo e apoia nos cotovelos. Ah! Agora sim. Os respingos continuam. Gelados. Ele olha em volta. Uma mulher o observa com ar surpreso. Em suas mãos, uma mangueira continua despejando água. Então era isso?
Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Noites de espera
Assinar:
Postagens (Atom)
